Mulheres representam 45,4% de empregos com carteira assinada em Caxias do Sul

No mês do Dia Internacional da Mulher (8 de março), o Observatório do Trabalho, tradicionalmente, publica o Boletim Anual Mulheres e Mercado de Trabalho, que tem como objetivo identificar a participação da mulher no mercado […]


Publicado por Adriano Padilha

há 5 meses atrás

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No mês do Dia Internacional da Mulher (8 de março), o Observatório do Trabalho, tradicionalmente, publica o Boletim Anual Mulheres e Mercado de Trabalho, que tem como objetivo identificar a participação da mulher no mercado formal de trabalho no município de Caxias do Sul. A deflagração da crise do Covid-19 causou diversas turbulências na economia, especialmente no mercado de trabalho, em que foi observada redução da jornada de trabalho, férias antecipadas, contração dos salários e, o mais visível, uma onda de demissões.

O estudo traz dados referentes ao emprego feminino, a fim de identificar a presença da mulher e detectar os efeitos da crise do novo coronavírus no mercado de trabalho. Assim, o Boletim conta com diversos dados, como número de empregos por setor, escolaridade, faixa etária, além da jornada de trabalho, do salário e do BEm (Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda).

Com as crises econômica e sanitária de 2020, Caxias do Sul registrou destruição de empregos, tanto de homens como de mulheres. Estima-se que o ano fechou com 155,1 mil postos de trabalho, sendo
70,4 mil ocupados por mulheres, o que representa 45,4% de presença feminina no mercado de trabalho. Em relação a 2019, foram perdidos 2,1% empregos femininos, e 2,6% do total de postos de trabalhos foram encerrados. Convém destacar que no biênio de 2016 e 2017 houve redução dos empregos, tanto de mulheres como de homens. A partir de 2018, o município começou a trajetória modesta de criação de postos de trabalho, dando expectativas de retomada dos empregos em formato de “U”, porém as problemáticas no ano de 2020 colocaram essas expectativas em xeque, gerando contração de empregos. Logo, o número de postos de trabalho femininos encontra-se no menor patamar desde 2016. Além do número de empregos faz-se necessário expor o percentual da participação feminina em relação a toda população empregada ao longo dos anos.

Em 2002, as mulheres representavam 39,3% do total de empregos com carteira assinada no município. Com o passar dos anos, a presença feminina aumentou, no geral, ao mesmo tempo em que o número de empregos cresceu. Vale ressaltar que de 2011 a 2015 houve acelerado crescimento da participação feminina no mercado de trabalho, porém ela ficou praticamente estagnada entre 2016 e 2020, apesar de 2020 ter sido o ápice da série histórica.

Quanto às mulheres demitidas em 2020, os níveis foram semelhantes aos do ano anterior de janeiro a março. No mês de abril, ocorreu um aumento significativo no número de desligamentos, seguido de uma grande queda em maio e junho. Em julho, foi iniciado um movimento de aumento nas demissões, que se manteve até outubro. Já no mês de novembro, houve uma pequena diminuição que foi seguida pelo retorno ao nível anterior em dezembro.

Dos 1,5 mil empregos femininos fechados no ano de 2020, 62,1% pertenceram ao setor dos
Serviços. Este setor fechou 930 empregos que pertenciam às mulheres, representando 48,6% do total de empregos perdidos no setor. Ao mesmo tempo, os Serviços possuíram a maior proporção de mulheres trabalhadoras em suas atividades, em 2020, a participação feminina chegou a cerca de 61%, a maior nos últimos cinco anos. O Comércio possuiu 50,8% de seu estoque ocupado por mulheres, estando um pouco acima do patamar observado em 2018. O setor comerciário registrou 296 empregos femininos destruídos no ano de 2020, o que representa 71,3% do total de postos de trabalho perdidos para o setor. A Indústria, principal empregadora de mão de obra formal da economia caxiense, contabilizou 1,4 mil empregos com carteira assinada fechados em 2020, as mulheres representaram 234 dos vínculos empregatícios perdidos. Dessa forma, o setor industrial fechou o ano com 31,2% dos seus empregos ocupados por mulheres.

A Construção registrou 5,4% de participação feminina no seu nível de empregos em 2020, o
menor patamar desde 2016, concomitantemente, esse setor fechou 407 postos de trabalho no ano
de 2020, sendo que 38 eram empregos femininos. A Agropecuária, por fim, não registrou movimentação acumulada em 2020, ou seja, o número de mulheres empregadas permaneceu o mesmo que em 2019. Logo, os empregos femininos representaram 27,5% do total de postos de trabalho no setor primário caxiense.

Acesse o boletim completo clicando aqui.

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Por Adriano Padilha

há 5 meses atrás

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