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O BEIJA-FLOR


14/10/20

O BEIJA-FLOR

Alexandre era um garoto estudioso, no entanto, muito impaciente.

Se ele estivesse fazendo a lição de casa e algo saísse errado, logo se

irritava. Jogava longe o caderno, a régua, o lápis e desistia do trabalho.

A atitude preocupava seus pais. Os conselhos eram reprisados todos

os dias, sem nenhum efeito.

Uma manhã, ao abrir a janela do seu quarto, Alexandre viu um lindo

beija-flor sobrevoando o jardim.

Debruçou-se na janela e ficou observando. O pequenino pássaro, de

penas verdes e azuis, batia rapidamente as asas, parava diante de uma flor.

Depois descia até o chão, pegava um raminho e subia até o galho de um

pinheiro. Tornava a descer e subir, sempre carregando raminhos no bico.

A cena deixou Alexandre extasiado. Chamou o pai, a mãe, o irmão.

Todos ficaram longo tempo olhando o trabalho contínuo do beija-flor que

logo teve ajuda da sua companheira.

O encantamento era geral.

Naquela noite, houve uma tempestade. Ventos fortes. Chuva.

Pela manhã, o ninho estava no chão. Alexandre ficou olhando triste.

Tanto trabalho por nada.

Logo o sol saiu. Os ramos secaram e a natureza tornou a sorrir.

O casal de beija-flores se apresentou no jardim e recomeçou a tarefa.

Raminho após raminho foi sendo levado. A construção deste novo ninho

demorou alguns dias. Tinha a forma de uma concha bem funda. A fêmea se

acomodou e botou dois ovinhos.

Alexandre passou a visitar o ninho. Se a fêmea se afastava, ele ia dar

uma espiadela.

Numa bela tarde, que grata surpresa! Os filhotes haviam nascido. Já

estavam com os bicos abertos, esperando que a mãe colocasse o alimento.

Nessa hora, o pai de Alexandre aproveitou para falar:

Você já imaginou, meu filho, se no dia daquela tempestade, quando o ninho caiu, os beija-flores tivessem desistido?

Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho

mais certo de vencer é tentar mais uma vez.”

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