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‘Ninguém vai se importar por onde vai entrar o ozônio’, diz deputado gaúcho sobre a ozonioterapia


O deputado federal Giovani Cherini (PL), em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan, comentou sobre o encontro que teve com Ministro Interino da Saúde, General Eduardo Pasuelo, onde falaram sobre a ozonioterapia, que ganhou as manchetes do pais depois que prefeito de Itajaí, no estado de Santa Catarina, Volnei Morastoni (MDB), sugeriu que fosse usada no tratamento da Covid-19.

Cherini disse que entende que houve uma polêmica, mas também disse que há preconceito e desinformação com relação ao caso. Na visão dele, a desinformação é pior que o próprio vírus. Ele diz que o objetivo dele em Brasilia é mostrar ao presidente Bolsonaro a diferença entre a medicina ocidental e a oriental, que, nas palavres dele, é baseada na espiritualidade.

Ele acredita prevenir é melhor que remediar. Pensando nisso, ele esteve com Pasuelo para apresentar uma pesquisa que será feita em Porto Alegre, Parobé e Gramado, que possui dados que apresentam resultados na Russia, na Espanha e na Itália.

Ele diz que existe um grupo na imprensa que esta mais preocupado com a ciência e não com a vida das pessoas.

“Infelizmente existe esse grupo na imprensa que está preocupado com ciência e não com a vida das pessoas. O que precisamos é buscar experiência clinica, porque na ciência não vamos ter. Não vamos ter conhecimento cientifico para uma doença que é uma guerra. Que chegou aqui e não estávamos preparados. Essa doença é muito rápida, não vai ter remédio logo, precisa experimentar”, disse.

Para ele, parte da imprensa está mais preocupada em apenas dizer que os tratamentos não funcionam. Eles diz que os meios fazem um desserviço para a comunidade e que se o tratamento tivesse sido precoce e preventivo, mais de 50 mil brasileiros não teriam morrido.

Parte da polêmica envolvendo a ozonioterapia é a forma de introdução do gás no corpo do paciente. Conforme o prefeito de Itajaí, ela seria feita de fora retal. Ele diz que experimento será de forma voluntária.

“A experiência vai dizer que se ela funciona ou não. Os 150 pacientes que serão tratados de forma voluntária, ninguém vai ser obrigado a fazer ozonioterapia no reto. E eu duvido que alguém que esteja morrendo vai se preocupar por onde o tratamento vai entrar”, comentou.

Ele ainda confirmou que fez o uso da ivermectina, alegando que se, se caso ela, ou a cloroquina, tem algum indício de eficácia e poucas contraindicações é necessário fazer o uso. Cherini diz que há uma disputa para mostrar que a ciência é mais importante. Para ele a experiência clinica deve falar mais alto neste momento.

O deputado ainda culpou a industria farmacêutica pelo não uso de tratamentos alternativos. Ele alega que essas empresas não querem um tratamento fácil e barato para a Covid-19.

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