‘Nesses tempos sombrios, conseguimos perceber o valor de um abraço’ diz criadora da cortina do abraço em Farroupilha

Qual a importância de um abraço? Quanto tempo podemos ficar longe de quem gostamos? Foi pensando nisso e em como resolver essas questões levantadas nesta época de pandemia que a farroupilhense Chéusli Haskel, juntamente com […]


Publicado por Adriano Padilha

há 11 meses atrás

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Qual a importância de um abraço? Quanto tempo podemos ficar longe de quem gostamos? Foi pensando nisso e em como resolver essas questões levantadas nesta época de pandemia que a farroupilhense Chéusli Haskel, juntamente com as suas irmãs, resolveu criar a “cortina do abraço”. Partindo de um vídeo que ela viu na internet, em que uma menina fez o equipamento para poder abraçar a sua avó, elas resolveram copiar a ideia e instalar a cortina do abraço na Casa de Repouso Recanto das Borboletas, que fica no bairro Medianeira.

Chéusli conta que a sua mãe é enfermeira coordenadora da casa e que a família sempre esteve junto a ela durante o trabalho. Meso antes da pandemia, eles auxiliavam a instituição como a organização de brechós, busca por doações e visitas aos vovôs e vovós. Uma das irmãs realizava trabalhos de pinturas com os moradores do local.

Após a mãe comentar os reflexos da pandemia na instituição, com a impossibilidade do acesso dos familiares para visita, mesmo com vídeos chamadas os idosos sentiam muita falta do toque, do carinho, do aconchego. Elas decidiram que era a hora de agir e colocaram em prática o plano da cortina.

Ela conta que assim que a ideia foi apresentada para a proprietária da casa, ela foi aceita na hora com empolgação. Até mesmo uma doação foi buscada junto a uma loja da cidade. Para a produção, toda a família trabalhou junto. Assim que ficou pronta, a cortina foi instalada no portão da casa de repouso.

Chéusli comentou sobre o uso da cortina e de como ela ajuda os idosos a receber os familiares.

“A cortina por ser de plástico, é maleável, então mesmo alguns idosos com dificuldade motora, com a ajuda dos profissionais, consegue abraçar. E quando fica mais difícil, só do familiar conseguir segurar a mão do idoso, fazer um carinho, conseguir chegar mais perto, já é reconfortante”, disse.

Ela ressaltou que nesse momento difícil, ver os olhos dos idosos e dos familiares marejados de emoção, mostra que sempre há esperança.

Os profissionais que trabalha no Recanto das Borboletas estão tendo um trabalho dobrado nos dias de visitas, mas sem nenhuma reclamação, para assegurar que a cortina cumpra seu papel e que ela seja além de uma ideia emocionante, ocorra com toda a segurança necessária.

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Por Adriano Padilha

há 11 meses atrás

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